Jair Raso

Atuação

• Coordenador do Serviço de Neurocirurgia e Neurologia do Hospital Unimed BH • Neurocirurgião do Biocor Instituto, Belo Horizonte, MG Membro Titular da Academia Mineira de Medicina • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia • Membro do Congresso of Neurological Surgeons • Mestrado e Doutorado em Cirurgia pela UFMG

Especialidades

• Malformação • Artério Venosa • Aneurisma Cerebral • Cirurgia de Bypass • Revascularização Cerebral • Cirurgia de Carótida • Tumores Cerebrais • Descompressão Neurovascular • Doença de Moya-Moya Tumores da Base do Crânio Doppler Transcraniano

Contato

Alameda da Serra 400 / 404 - Nova Lima - MG (31)3264-9590 • (31) 3264-9387 jrasomd@yahoo.com.br

O partido de uma nota só



O partido dos trabalhadores ainda insiste com a candidatura do ex-presidente Lula para as eleições deste ano.
A presidente do partido, Gleise Hoffman, disse que é burrice abandonar a candidatura dele agora e que não há um plano B.
Quando as pessoas se colocam ou são colocadas acima de uma Instituição, esta corre sério risco de sobrevivência.  Afinal, somos todos mortais e substituíveis.
Pensar que não haja no PT nenhuma pessoa que seja capaz de reorganizar o partido é demonstração de muita fraqueza. 
Insistir na candidatura de Lula , alardeada pela sua atual presidente, é marcar o princípio da agonia de um partido que deve a seus eleitores de outrora muitas explicações.
Ao contrário da maioria dos cientistas políticos, penso que, mesmo que fosse candidato, Lula dificilmente ganharia as próximas eleições.
Ele é o líder das pesquisas de intenção de votos até agora, pois a ala fiel ao PT e a seu maior líder não tem outro candidato. Eles correspondem a pouco mais de  30% dos eleitores, justamente aqueles  que ainda acreditam que nada de errado aconteceu no país sob o comando do lulapetismo e que o ex-presidente é vítima do nosso sistema jurídico.  Esse número  é muito pouco para se eleger um presidente.
Há um outro número que não sei por que razão não é revelado. Lula tem, entre os candidatos, um dos maiores, senão o maior índice de rejeição. Esse número é o mais importante, pois significa que as chances de se pular de 30 para 50% mais um de votos é pequena.
Nunca respondi a uma pesquisa de intenção de votos, mas responderia hoje com convicção que ainda não tenho um candidato.  Isso não significa que não vou escolher um, mas não seria Lula.
Se não tivesse nenhum argumento, essa postura do PT de colocar Lula acima de tudo e de todos é sinal de fraqueza do partido.
Tenho pena dos ideólogos de um partido realmente popular e não populista. Eles estão numa instituição partidária com sério risco de perder o protagonismo de nossa história política.
Afinal, o partido que toca uma nota só acaba por se tornar inaudível. 



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A Multiplicação da Divisão




Em crônica anterior à véspera da condenação de Lula, interpretei que o julgamento havia partido o país em dois grupos: “aqueles que defendem Lula, colocando-o como vítima de perseguição política, e os que não acreditam em sua inocência e pensam que a Lei deve ser aplicada a todos, com rigor”.

Hoje, após a condenação, vejo que a divisão do país é bem maior.

Pesquisa recente do Instituto DataFolha, publicada no jornal Folha de São Paulo, traz em números a divisão do país.

Pouco mais da metade dos entrevistados concorda que Lula não deva disputar as próximas eleições.  A porcentagem aumenta de acordo com o grau de instrução, sendo que 67% daqueles com ensino superior não o querem como candidato.

Há diferenças também de acordo com a renda. Sessenta por cento dos brasileiros que ganham acima de dois salários mínimos pensam que ele não deva concorrer para presidente.

Esse resultado é visto em todo o país, exceto no Norte e Nordeste. Nessas regiões, os brasileiros querem Lula como candidato, especialmente no Nordeste, onde 71% responderam que ele deve disputar a eleição.

Em relação ao julgamento, o interesse das pessoas também é bem dividido no país. 24 por cento dos entrevistados não tomaram conhecimento do julgamento de Lula, e 9%, apesar de saberem, sentem-se pouco informados.

Ao se colocarem como juízes, apenas 13% acreditam que Lula não sabia nada a respeito de corrupção. Outros 29% pensam que, apesar de saber, ele nada poderia ter feito para evitá-la. Nesse ponto, entretanto, a maioria, 54%, concordam que ele sabia de toda a corrupção e nada fez.

Enquanto o Partido dos Trabalhadores insiste no nome de Lula como candidato, a despeito da condenação, o cidadão Luís Inácio tem outras preocupações. Apesar de seu discurso afinado com aquele do partido, o olhar de Lula não esconde sua angústia.

Afinal, será ele, sozinho, que terá de enfrentar a prisão iminente, os outros processos e, quem sabe, a maior das condenações: o ostracismo.




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A política como Paixão e Preconceito



Com o julgamento  do ex-presidente Lula pelo Tribunal Regional Federal em Porto Alegre, o país está dividido em dois grupos:
aqueles que defendem Lula, colocando-o como vítima de perseguição política, e os que não acreditam em sua inocência e pensam que a Lei deve ser aplicada a todos, com rigor.
Uma confirmação da condenação dada pelo Juiz Sérgio Moro, praticamente tira a possibilidade de Lula ser o candidato a presidente pelo seu partido nas próximas eleições.
A manifestação dos grupos pró e contra Lula nem sempre são pacíficas, com ameaças até mesmo aos juízes responsáveis por confirmar ou não a sentença de Sérgio Moro.
O que se nota nas discussões de um ou de outro lado é uma mistura de paixão e preconceito.
Paixão, porque o líder político ou é adorado, como se fosse representante de uma seita religiosa, um benfeitor acima de qualquer suspeita, ou é odiado como se fosse a encarnação das práticas corruptas no exercício do poder. 
Preconceito, porque os adoradores do líder consideram os que o condenam como representantes de elite repressora, e seus detratores o consideram um populista corrupto.
A justiça decidirá o destino de Lula, independente da vontade de um ou outro grupo.
De minha parte, o que eu preferiria é que ele fosse julgado pelas urnas.
Alguns pensam que Lula seria imbatível nas próximas eleições.
Eu não penso assim. Os mais de 30% que o colocam à frente nas pesquisas de intenção de voto hoje não são suficientes para elegê-lo presidente em um eventual segundo turno. Afinal, Lula também lidera as pesquisas de rejeição.   
Há um dito popular que afirma que não se sabe o que vem da cabeça de um juiz.

Prefiro acreditar que a sentença final será proferida sem paixão nem preconceito. 






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O supremo descaso com a saúde... dos outros


No último dia 30 de novembro, o Supremo Tribunal Federal validou o programa  Mais Médicos, criado no governo Dilma, com o intuito  de melhorar a saúde pública brasileira.
A Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina questionavam principalmente dois pontos do programa que são escandalosos: primeiro, para o médico estrangeiro participante do programa não há necessidade de validação do diploma. A revalidação é uma prova aplicada pelos conselhos regionais de medicina para avaliar os conhecimentos médicos de estrangeiros; segundo,  os médicos cubanos participantes do programa ganham bem menos do que seus pares.
Em seu voto, o relator do processo, o decano Marco Aurélio de Mello, interpretou que a dispensa da necessidade de revalidação coloca em risco a saúde da população. Quanto ao pagamento menor aos médicos cubanos, o ministro também foi contra, afirmando que isso violaria a dignidade desses profissionais.
Infelizmente, apenas a ministra Rosa Weber acompanhou o voto de Marco Aurélio. Seis outros ministros votaram contra o relator, ou seja, a favor do Mais Médicos, sem modificações. Foram eles:  Alexandre Moraes, Édson Fachin, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Carmem Lúcia. O placar foi folgado, 6 a 2.
Essa votação encerra os questionamentos das entidades médicas cuja preocupação maior não repousa apenas na ineficácia do programa para a solução de problemas da saúde pública, mas também pelo risco potencial para aquela parcela da população menos favorecida.
O governo atual herdou a nefasta política pública dos governos anteriores. A solução proposta é arriscada: importar médicos, sem se importar com a qualidade. Ao lado dessa medida, a abertura indiscriminada de faculdades de medicina, cuja intenção é  facilitar o acesso da população aos médicos. Não se pensou em nenhum momento que a formação de um profissional da saúde é longa, sacrificada e exige não apenas infraestrutura das escolas, mas um corpo docente de qualidade.
Mais médicos não significa mais medicina. A carência de enfermeiras e técnicos de enfermagem é muito mais crítica do que a de médicos. O programa também não resolve a grave lista de espera por cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) . Tampouco se preocupou com o fechamento de leitos para o SUS, nem com a falta de vagas em CTI e outros pontos importantes que precisam de urgência ainda maior do que o aumento do número de médicos.
Na contramão do governo, a medicina privada hoje tem, como seu principal desafio, a busca pela qualidade da assistência. As melhores instituições do país pagam para ser auditadas em busca de selos de qualidade que a diferenciam pela segurança oferecida aos pacientes. O gerenciamento de um corpo clínico e dos profissionais da sáude, devidamente qualificados, é condição primeira para essa busca.
Nesse aspecto, os ministros que votaram a favor do Mais Médicos não precisam se preocupar. Afinal, eles não precisam do SUS. Se necessitarem de uma consulta, de um exame ou de uma internação, sabem a quem recorrer. Serão atendidos por médicos com títulos de especialistas,  devidamente registrados nos conselhos regionais de medicina e  que trabalham em instituições com selos de qualidade.
Já para os demais brasileiros que não têm a mesma sorte, uma consultinha com um médico cubano, que saiba ou não medicina, está de bom tamanho.






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Sete passos simples para a saúde do cérebro


A American Heart Association e a American Stroke Association, entidades dedicadas ao estudo das doenças cardíacas e cerebrovasculares, publicaram, na conceituada revista Stroke, um aconselhamento sobre a saúde do cérebro.
O aconselhamento, chamado de “os sete simples da vida”, em tradução literal (Life´s simple 7), elenca sete passos já recomendados para a saúde cardiovascular e que também podem prevenir a demência relacionada ao AVC, demências vasculares e Alzheimer.
Estas entidades se basearam em pesquisas médicas que, de modo convincente, demonstraram que os mesmos fatores que causam a aterosclerose contribuem para o desenvolvimento de demências relacionadas a doenças cerebrovasculares e mesmo o Alzheimer.
Seguindo os sete passos propostos, as pessoas podem não só prevenir ataques cardíacos e o AVC, como também proporcionar melhor funcionamento do cérebro.
A maior parte dos sete passos incluem mudanças de hábito, ou seja, dependem da própria pessoa. São eles:
1.    Não fumar
2.    Fazer atividade física
3.    Perder peso e/ou manter o índice de massa corporal abaixo de 25kg/m2
4.    Ter uma dieta saudável
5.    Controle da pressão arterial (120/80 mmhg)
6.    Controle do colesterol (<200 mg/dL)
7.    Controle da Glicose no sangue (<100 mg/dL)
O índice de massa corporal (IMC) pode ser calculado a partir do peso e altura. A recomendação da OMS é que o IMC fique entre 18,5 e 25 Kg/m2. Esse indicador isolado não determina se você está acima ou abaixo do peso ideal. Outros fatores como idade, gênero e condicionamento físico devem ser levados em consideração.
Em crônicas anteriores, falamos sobre a Mind diet, um tipo de dieta que pode prevenir doenças degenerativas do cérebro. Ela inclui o uso regular de grãos integrais, vegetais de folhas verdes, nozes, feijão, aves, frutos silvestres (mirtilo, groselha) e peixe. Na composição da dieta ideal para o cérebro, deve-se também levar em consideração os alimentos que devem ser evitados como a carne vermelha, manteiga e margarina, queijos gordurosos, doces, frituras e fast food.
Para saber sobre sua pressão arterial e os níveis de colesterol e glicose, vale a pena consultar um médico clínico. Felizmente, há tratamento eficaz caso haja alterações nesses exames.

Até lá, você pode e deve trilhar o caminho que leva à boa saúde do seu cérebro, começando pelos quatro primeiros passos.






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A Saúde de Temer



“0 corpo dos médicos se crítica mais do que se protege e devido a isto é indispensável para proteger o povo contra suas próprias ilusões e os charlatães mistificadores.
CABANIS, Du degré de certitude de la medecine.

Infelizmente, os noticiários só dão conta das manobras políticas e maracutaias que o nosso presidente interino, Michel Temer, emprega para se manter no poder.
O maior desastre de seu governo, entretanto, passa desapercebido pela grande imprensa: sua atuação na área de saúde. Uma das facetas dessa administração perversa é a abertura desenfreada de escolas médicas, sob o pretexto de melhorar a qualidade da medicina pública, aumentando a quantidade de médicos no mercado.
Enquanto o Brasil observava com indiferença o resultado da votação na Câmara dos Deputados, o governo brasileiro acionava, mais uma vez, a caneta que mata: decretou a abertura de mais onze cursos de medicina no sul e sudeste do Brasil. As cidades contempladas foram: Angra dos Reis, no Rio de Janeiro; Araras, Guarulhos, Mauá, Osasco, Rio Claro e São Bernardo, em São Paulo; Campo Mourão e Pato Branco, no Paraná e Novo Hamburgo e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. 
O presidente afirmou que estava "destravando pendências" de 2014. Talvez quisesse dizer que o projeto “mais médicos” não é obra de seu governo, mas, ao dar continuidade a essa insensatez, ele também entrará para a história como um dos grandes responsáveis pelo agravamento da já precária saúde pública brasileira.
A abertura de escolas médicas, a grande maioria privadas, sob o pretexto de resolver o problema de saúde pública é uma falácia. Isso já aconteceu em outros países com resultados desastrosos.
 Em 1791, por exemplo, o governo que comandou a revolução francesa decretou o fechamento das Universidades e liberou os cidadãos para a prática e ensino da medicina. Nada de exames, nada de títulos que comprovassem competência. Bastava ao interessado obter de seu município um certificado de civismo e de probidade. Com a profusão de médicos com formação sem controle das entidades médicas, o desastre não demorou a acontecer. Michel Foucault descreve, em seu livro O Nascimento da Clínica, as consequências desta política equivocada:
O público é vítima de uma multidão de indivíduos pouco instruídos que, por sua autoridade, se erigem em mestres da arte, distribuem remédios ao acaso e comprometem a existência de vários milhares de cidadãos (...) Por toda parte, pedem-se instâncias de controle e uma nova legislação. (...) Quantos ignorantes assassinos não inundariam a França, se autorizassem os médicos, cirurgiões e farmacêuticos de segunda e terceira classes a praticar suas profissões respectivas sem um novo exame (,,.)  e sobretudo nesta sociedade homicida onde  se encontram os charlatães mais acreditados, mais perigosos.
A funesta experiência da revolução francesa na área da saúde terminou com a volta das Universidades ao controle das entidades médicas. 
O Brasil, na contramão dos pareceres do Conselho Federal de Medicina (CFM), é hoje o país com mais faculdades de medicina no mundo. Além destes onze cursos abertos, agora já são mais de 257 cursos, sendo que apenas 170 deles são reconhecidos pelo CFM. Até o final de 2018, o número de novos estudantes deve pular para 27 mil ao ano, de acordo com a Lei do Mais Médicos. Isso, na prática, é o mesmo que liberar o ensino sem lastro de qualidade, como aconteceu na revolução francesa.
O lado sombrio desses atos do governo é que os governantes nada sofrem com as medidas. Aos 76 anos de idade, com aparente boa saúde, Michel Temer deve viver para ver as consequências dos atos rabiscados com sua caneta assassina: milhares de médicos, com formação precária pelas faculdades que ele autorizou, estarão brigando por um local de trabalho e pela própria sobrevivência, sem se preocuparem com a qualidade da medicina oferecida.

Ao contrário dos brasileiros carentes, Michel Temer não precisará desses médicos. Afinal, certamente terá malas de dinheiro para pagar àqueles profissionais formados em escolas decentes e com qualificação adequada.  





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Saúde, Vida Longa e Morte Súbita



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